Para refletir…

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Este é um vídeo que consegue abordar os temas centrais tratados nos módulos desse semestre, são eles: Políticas Públicas Ambientais, Economia e Desenvolvimento e Sociedade, Cultura e Meio Ambiente.

Entre os temas estão: Aquecimento Global; Modelo Econômico Contemporâneo; Discussão sobre gênero feminino e masculino e a relação com a política.

Recomendo que assistam esse vídeo várias vezes e pesquisem sobre algumas palavras-chave que o autor fala.

Marco Aurélio Bilibio Carvalho possui Mestrado em Psicologia Clínica e Cultura (Psicc) pela Universidade de Brasília (2005). Trabalha atualmente na proposição de um diálogo entre a Ecopsicologia e a Abordagem Gestáltica.

Post por: Gabriel Webber

O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, participou, nesta terça-feira (25), da primeira audiência pública na Subcomissão Temporária criada para acompanhar a execução das obras da usina de Belo Monte, no Senado Federal. O grupo é vinculado à Comissão de Meio Ambiente. O ministro destacou aos senadores a viabilidade e os benefícios da hidrelétrica, que será construída no Rio Xingu, no Pará. “O impacto ambiental da obra será mínimo”, garantiu.

O ministro argumentou que o projeto vem sendo discutido há 30 anos e, desde então, melhorou bastante do ponto de vista ambiental. Ele lembrou aos parlamentares que Belo Monte está um uma área já antropizada – que tem a presença do homem –, com sérios problemas socioeconômicos que se arrastam há anos. Para ele, as condicionantes ambientais e sociais impostas pelo Ibama vão alterar essa realidade. “Quem voltar a Belo Monte daqui a 15 anos verá uma outra região por lá”, avaliou.

Para os senadores, o ministro detalhou algumas cláusulas contratuais impostas ao consórcio vencedor do leilão, como o investimento de R$ 3,5 bilhões no atendimento de condicionantes sócio-ambientais. Outros R$ 500 milhões serão gastos na aplicação de um plano de desenvolvimento regional.

A usina
Belo Monte deve entrar em operação no ano de 2015. Com capacidade instalada de 11.233 MW, a usina representará uma adição de 4.571 MW médios de energia ao sistema elétrico brasileiro. Isso seria suficiente para abastecer 40% das residências brasileiras, criando quase 20 mil empregos diretos e inúmeros empregos indiretos.

O projeto teve seu reservatório reduzido substancialmente em relação ao passado, de forma a alagar cerca de 60% a menos do que a área prevista em seu projeto inicial. A título de comparação, enquanto a média nacional de área alagada é de 0,49 km² por MW instalado, a Usina de Belo Monte deverá contar com uma relação de apenas 0,04 km² por MW instalado. Além disso, dos 516 km2 de área inundada, cerca de 228 km2 (44%) correspondem ao próprio leito original do rio, e 124 km2 a florestas, não havendo alagamento em terras indígenas. Tais números revelam a preocupação com o meio ambiente e com os seres humanos que lá vivem.

Além disso, o Estudo de Impacto Ambiental de Belo Monte prevê a implantação de Unidades de Conservação em duas áreas situadas na margem direita do rio Xingu, permitindo a formação de um bloco contínuo de florestas, com uma área aproximada de 1,6 milhão de hectares, próximo às terras indígenas – o que equivale a quase três vezes a área do Distrito Federal.

Um compromisso de desenvolvimento regional do Xingu deverá ser cumprido. O edital do leilão determina que o concessionário invista R$ 500 milhões de reais num Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu.

Belo Monte deverá prover energia elétrica limpa e atrativa para atender às necessidades de desenvolvimento do país, além de gerar diversos postos de trabalho e contribuir sobremaneira para a conservação da fauna e da flora.

Assessoria de Comunicação
Ministério de Minas e Energia
(61) 3319 5620/5588

O Fórum Permanente de Saneamento Ambiental e Desenvolvimento Sustentável de (FPSD), de Antonina, criticou as ações individuais contra a Copel e confirma a suspeita de que interesses particulares estariam por trás disto.

No dia 23 de abril, a presidente da Ademadan (Associação de Defesa do Meio Ambiente e do Desenvolvimento de Antonina), a professora Eliane Beê Boldrini, denunciou em entrevista à rádio Serra do Mar que vereadores e a direção da Colônia de Pescadores Z8 estariam convocando a população a assinar procurações para ações individuais de indenização contra a Companha Paranaense de Energia.

A usina Governador Parigot de Souza (foto), de propriedade da Copel, é apontada como responsável por parte do assoreamento da baía de Antonina. Para a Ademadan e para o FPSD, a medida mais correta é uma uma ação civil pública que estabeleça compensações coletivas.

Eliane Boldrini questiona se os vereadores, diretores da Z8 e advogados que defendem ações individuais não teriam apenas intuito “ganhar dinheiro sem trabalhar”.

Em uma “carta aberta à população de Antonina”, o FPSD, afirma que “esses processos são um exemplo claro de interesses particulares sobrepondo-se aos coletivos”.

Ainda de acordo com o Fórum, estudos científicos comprovam que usina Governador Parigot de Souza contribui para o assoreamento da baía, mas ainda não se mediu qual participação da usina neste assoreamento, que tem outras causas.

Na opinião do FPSD, a atitude mais adequada é uma ação compensatória que resulte em uma solução duradoura. “Muito mais importantes do que uma compensação financeira individual e imediatista, seriam as ações compensatórias em prol da recuperação ambiental, melhoria de infra-estrutura para a produção e comercialização de pescados, para incrementar o turismo, que gera emprego e renda para toda a cidade, entre outras ações. É isso que irá melhorar vida de todos, no aspecto econômico, social e ambiental – desta geração e das próximas”, afirma o documento.

O Fórum também defende a criação de um Fundo Municipal do Meio Ambiente para centralizar os recursos que devem ser direcionados para soluções ambientais, com fiscalização e participação da sociedade civil. Leia a íntegra do documento do FPSD

Carta aberta à população de Antonina

Em relação às ações individuais contra a COPEL, fazemos as seguintes observações:

1.   Entendemos que esses processos são um exemplo claro de interesses particulares sobrepondo-se aos coletivos; isto é: contra o interesse da sociedade, como um todo, porque:

1.1. Mudam o foco original de estudos dos impactos ambientais causados pela Usina da COPEL, de um trabalho realizado durante anos, desviando-o para interesses individuais;

1.2. Retrancam as negociações com a COPEL, que vinham claramente evoluindo para bom termo;

2.   Essas ações são de legitimidade altamente questionável, porque a Baía de Antonina é de todos – um patrimônio da humanidade, e não uma propriedade privada, que justifique compensações particulares;

3.   Embora estudos científicos apontem, unanimemente, que a operação da Usina Governador Parigot de Souza tenha contribuído para o assoreamento da nossa Baía, ninguém pode dizer quanto % desse assoreamento se deve diretamente à Usina, e quanto ocorreu por outros inúmeros fatores – muito diferente das indenizações obtidas com as ações contra a Petrobrás, onde havia uma relação 100% de causa-e-efeito;

4.   Para o bem da coletividade, preferimos a via negocial, e a construção de parcerias, em que toda a sociedade participe de conquistas efetivas, duradouras e resultantes de um trabalho consciente – exatamente o contrário dessas ações, que geram grande desgaste, perda de credibilidade e enfraquecimento das instituições, na sociedade antoninense;

5.   Muito mais importantes do que uma compensação financeira individual e imediatista,  seriam as ações compensatórias, em prol da recuperação ambiental, melhoria de infra-estrutura para a produção e comercialização de pescados, para incrementar o turismo, que gera emprego e renda para toda a cidade, entre outras ações. É isso que irá melhorar vida de todos, no aspecto econômico, social e ambiental – desta geração e das próximas;

6.   Finalmente, ressaltamos que este é o momento ideal para refletirmos, junto com as autoridades municipais, a respeito da urgente e fundamental importância de se criar o Fundo Municipal do Meio Ambiente, para centralizar os recursos que devem ser direcionados para soluções ambientais, mediante fiscalização e a legítima participação da Sociedade Civil na definição dos rumos das políticas públicas, especialmente do meio ambiente (que é o caso) através de um Conselho Municipal de Meio Ambiente, já prevista há 22 anos, na Constituição Federal de 1988.

Fórum Permanente de Saneamento Ambiental e Desenvolvimento Sustentável

Antonina – PR


Referência

http://correiodolitoral.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2086:fpsd-defende-negociacao-com-a-copel-e-compensacao-coletiva&catid=75:politica&Itemid=108

Sinopse – Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura um escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver. Fonte: http://www.adorocinemabrasileiro.com.br

Um filme de Sérgio Luís Bianchi (Ponta Grossa, 1945) é um cineasta brasileiro.

Neto de Luís Bianchi, filho de Rauly Bianchi e irmão de Raul Bianchi, todos fotógrafos, cuja produção ao longo de um século foi responsável pela constituição de um dos mais importantes acervos fotográficos do Brasil, com cerca de 40 mil imagens em vidro.

Sérgio estudou cinema em Curitiba e posteriormente em São Paulo, onde se formou na Escola de Comunicações e Artes da USP, em 1972.

Em 1979, estreou seu primeiro filme longa-metragem comercial: Maldita Coincidência. O filme é uma experiência cinematográfica de baixo-orçamento, filmada integralmente num casarão em São Paulo. A idéia do filme surgiu quando Bianchi viveu em uma casa ocupada em Londres. Com ele, moravam pessoas de todas as tribos: desde hippies, punks, imigrados de várias partes do mundo, junkies, artistas e homossexuais. A prefeitura de Londres permitia a moradia, mas não recolhia o lixo, que se acumulava no entorno da casa. O filme de Bianchi retrata esse momento, e o traz para a São Paulo do final dos anos 1970, auge da ditadura militar, em que a única opção do “underground” era o desbunde.

Em 1982, Bianchi realizaria o filme que o tornaria célebre como um cineasta de crítica mordaz à burocracia, à burrice institucional, às mazelas da sociedade brasileira: Mato Eles?. Ganhador do prêmio de melhor direção no Festival de Gramado e do Grande Prêmio do Festival de Cinema da Cidade do México, em 1985, o filme é uma denúncia da situação dos índios Xavante, Guaranis e Xetás, espremidos no meio de uma briga litigiosa entre o Grupo Slaviero, a Funai e o Governo do Estado do Paraná. Expulsos de sua reserva, são obrigados à trabalhar no corte e extração de madeira de sua própria reserva, numa madereira criada pela Funai. Nem mesmo o próprio cineasta escapa da denúncia: a cena em que o cacique guarani pergunta ao diretor “quanto dinheiro ele ganha” pra filmar os índios pode ser considerada uma das mais emblemáticas do cinema brasileiro.

Em 1999, foi lançado o seu filme mais conhecido, Cronicamente Inviável, que aborda o caos social em diversas regiões e classes sociais do Brasil.

Finalmente, em 2004, dirigiu Quanto vale ou é por quilo? que traça um paralelo entre a situação do negro no Brasil, antes e após a escravidão e mostra que muito pouco mudou.

Em novembro de 2006, o cineasta retornou à sua cidade natal, onde foi homenageado com uma Mostra de seus filmes, pela primeira vez exibidos ao público conterrâneo.

Duração: 1:48:00

Constituição da República Federativa do Brasil [gravação de som] : texto constitucional promulgado em 5 de outubro de 1988, com as alterações adotadas pelas Emendas Constitucionais ns. 1/1992 a 64/2010 e pelas Emendas Constitucionais de Revisão ns. 1 a 6/1994.

DOWNLOAD INTEGRAL:

Íntegra da Constituição Federal – até a Emenda Constitucional nº 57/2008.

(Tamanho: 513 MB)

DOWNLOAD POR PARTES:

Arquivo 1 – do Sumário até o artigo 37 (99,5 MB)
Arquivo 2 – do artigo 38 até o artigo 100 (98,0 MB)
Arquivo 3 – do artigo 101 até o artigo 158 (96,0 MB)
Arquivo 4 – do artigo 159 até o artigo 250 (101,0 MB)
Arquivo 5 – Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (111,0 MB)

Arquivos com download direto do site da Câmara dos Deputados


Fontes:

http://bd.camara.gov.br/bd/handle/bdcamara/1708

http://ebooksgratis.com.br/livros-ebooks-gratis/audiobooks-e-arquivos-de-audio/audiobook-constituicao-federal-em-mp3/

Projeto aproveita inovação local para desenvolver tecnologias energéticas mais baratas e eficientes

Em um dos bairros mais pobres e povoados do Cairo, Hussein Soliman e sua família vivem em um pequeno apartamento que é modelo de convivência com a energia limpa. Os dois paineis solares e a unidade de biogás no teto do edifício de Soliman, em Darb El-Ahmar, proporcionam água quente e gás ao seu apartamento de dois quartos, o que reduz a pegada de carbono e os custos energéticos de sua família. Os aparelhos de energia limpa, feitos em grande parte com material reciclado, deixaram “minhas contas de gás e eletricidade menores”, disse Soliman. Na verdade, redução de quase 50%.

Em 2008, Soliman somou-se à iniciativa Solar CITIES (Connecting Community Catalysts and Integrating Technologies for industrial Ecology systems), projeto de desenvolvimento dirigido pelo planejador urbano norte-americano Thomas Culhane. O projeto aproveita a experiência e a inovação local para desenvolver tecnologias energéticas baratas, adaptadas ao rigoroso ambiente dos bairros mais pobres da capital do Egito.

“No desenvolvimento não existe uma solução única, e parte do problema é exatamente que os chamados especialistas vêm e pretendem promover produtos e projetos que são inadequados para a comunidade local”, explicou Culhane à IPS. Este especialista e sua esposa alemã, Sybille, incorporaram inovações aos habitantes dos bairros pobres onde esperam ter maior impacto. Seus projetos para os aquecedores solares de água e biodigestores foram desenvolvidos através da experimentação, da busca coletiva de ideias e do registro de “latas de lixo para encontrar materiais que pudessem funcionar”.

Com os materiais coletados, a equipe de Culhane conseguiu armar um sistema solar de aquecimento de água por menos de US$ 500. Os paineis solares são feitos de restos de alumínio, vidro, canos de cobre e isolamento de poliestireno. O sistema utiliza barris reciclados de xampu com capacidade para 200 litros, um para armazenar a água aquecida pelos paineis e outro como reserva.

O projeto Solar CITIES fabricou 35 aquecedores solares de água no Egito desde 2007. A maioria, inclusive 35 unidades realizadas com dinheiro da Usaid (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional), está instalada nos tetos de áreas subdesenvolvidas onde os frequentes cortes de energia e água provocam o colapso dos sistemas comerciais. Os tanques, colocados um sobre o outro, e uma válvula de flutuação permitem que os aquecedores de água resistam às flutuações na pressão da água provocada pelas falhas.

“Tivemos de experimentar muito até encontrar onde colocar as entrada e saídas para a água fria e a quente que equilibraram o instável fluxo e abriram as válvulas de flutuação no momento certo”, disse Culhane. Após um ano em funcionamento, Soliman explicou que a única manutenção que o aquecedor exige é a lavagem duas vezes por semana dos paineis para remover o acúmulo de pó. “Os paineis esquentam a água, que os canos levam para a cozinha e o chuveiro. Apenas precisamos da eletricidade para esquentar água no inverno, e somente se a utilizamos depois da meia-noite”, acrescentou.

O biodigestor que Soliman instalou no teto – um dos oito fabricados pela Solar CITIES – converte o lixo orgânico em gás de cozinha. Pão velho e restos de comida são deixados na água durante a noite e depois jogados em um tanque de plástico com capacidade para mil litros até se decompor. Um cano leva o gás para um queimador na cozinha, enquanto uma chave drena o líquido, que Soliman vende como fertilizante orgânico para lojas de jardinagem. “Posso utilizar todo o lixo orgânico da cozinha para gerar gás”, explicou, enquanto esvaziava um balde de composto orgânico em um cano de entrada do tanque. “O biodigestor fornece uma hora de gás por dia no inverno e duas horas no verão”, explicou.

A capacidade da unidade de biogás para processar os resíduos orgânicos ganhou um valor agregado desde que o governo egípcio decidiu, no ano passado, sacrificar a população suína do país, devido a um foco da gripe A/H1N1. O acúmulo de resíduos de cozinha em putrefação, que antes eram dados como alimento aos porcos, criou uma ameaça sanitária. “O lixeiro me beija porque tenho o lixo mais limpo do quarteirão”, afirma Soliman.

Moustafa Hussein, conselheiro vocacional, aderiu ao projeto Solar CITIES em 2007 depois de um encontro casual com Culhane. O aquecedor solar que instalou no teto de seu apartamento em Darb El-Ahmar forneceu água quente à sua família até que o edifício, em ruínas, desabou há três meses. Hussein está fabricando outro aquecedor solar de água, e espera instalar no teto de sua casa provisória pública onde está vivendo. Também quer colocar uma unidade de biogás.

“Pretendo recolher os resíduos orgânicos dos restaurantes do bairro para aumentar minha produção de gás. Entrego dois sacos de plástico, eles separam o lixo orgânico, e no final do dia recolho os sacos”. O maior obstáculo para um projeto de desenvolvimento dos bairros pobres é a economia, afirmou Hussein. A maioria dos moradores da área sobrevive com menos de dois dólares diários, e não é fácil obter crédito. “É difícil convencer as pessoas daqui a investirem em energia limpa”, afirmou. “Por que uma família investiria mil libras egípcias (US$ 182) em biogás, quando um bujão de gás butano custa apenas seis ou sete libras, dura duas semanas e é mais fácil de manejar?”.

Devido aos fortes subsídios que o Egito dá ao gás e à eletricidade, uma família média demoraria 15 anos para recuperar os custos de instalação de um aquecedor de água solar ou biodigestor da Solar CITIES. Mas, calcula-se que o tempo de recuperação diminuirá na medida em que o governo implementar os planos para eliminar gradualmente o subsídio à energia nos próximos quatro a sete anos.

Hussein destacou que a participação da comunidade na Solar CITIES dá mais credibilidade à iniciativa. Mas o sucesso do projeto dependerá, definitivamente, da produção de um modelo energético barato, duradouro e eficiente. “Se as pessoas virem nisso um bom exemplo, contarão ao outros. Sem tiver sucesso ou fracassar, todos saberão no mesmo dia”, afirmou.
Por Cam McGrath, da IPS

Fonte: Envolverde/IPS

“Toda verdade passa por três estágios.
No primeiro, ela é ridicularizada.
No segundo, é rejeitada com violência.
No terceiro, é aceita como evidente por si própria.”
Schopenhauer

A servidão moderna é um livro e um documentário de 52 minutos produzidos de maneira completamente independente; o livro (e o DVD contido) é distribuído gratuitamente em certos lugares alternativos na França e na América latina. O texto foi escrito na Jamaica em outubro de 2007 e o documentário foi finalizado na Colômbia em maio de 2009. Ele existe nas versões francesa, inglesa e espanhola. O filme foi elaborado a partir de imagens desviadas, essencialmente oriundas de filmes de ficção e de documentários.

O objetivo principal deste filme é de por em dia a condição do escravo moderno dentro do sistema totalitário mercante e de evidenciar as formas de mistificação que ocultam esta condição subserviente. Ele foi feito com o único objetivo de atacar de frente a organização dominante do mundo.

No imenso campo de batalha da guerra civil mundial, a linguagem constitui uma de nossas armas. Trata-se de chamar as coisas por seus nomes e revelar a essência escondida destas realidades por meio da maneira como são chamadas. A democracia liberal, por exemplo, é um mito já que a organização dominante do mundo não tem nada de democrático nem de liberal. Então, é urgente substituir o mito de democracia liberal por sua realidade concreta de sistema totalitário mercante e de expandir esta nova expressão como uma linha de pólvora pronta para incendiar as mentes revelando a natureza profunda da dominação presente.

Alguns esperarão encontrar aqui soluções ou respostas feitas, tipo um pequeno manual de “como fazer uma revolução?” Esse não é o propósito deste filme. Melhor dizendo, trata-se mais exatamente de uma crítica da sociedade que devemos combater. Este filme é antes de tudo um instrumento militante cujo objetivo é fazer com que um número grande de pessoas se questionem e difundam a crítica por todos os lados e sobretudo onde ela não tem acesso. Devemos construir juntos e por em prática as soluções e os elementos do programa. Não precisamos de um guru que venha explicar à nós como devemos agir: a liberdade de ação deve ser nossa característica principal. Aqueles que desejam permanecer escravos estão esperando o messias ou a obra que bastando seguir-la ao pé da letra, libertam-se. Já vimos muitas destas obras ou destes homens em toda a história do século XX que se propuseram constituir a vanguarda revolucionária e conduzir o proletariado rumo a liberação de sua condição. Os resultados deste pesadelo falam por si mesmos.

Por outro lado, condenamos toda espécie de religião já que as mesmas são geradoras de ilusões e nos permite aceitar nossa sórdida condição de dominados e porque mentem ou perdem a razão sobre muitas coisas. Todavia, também condenamos todo astigmatismo de qualquer religião em particular. Os adeptos do complot sionista ou do perigo islamita são pobres mentes mistificadas que confundem a crítica radical com a raiva e o desdém. Apenas são capazes de produzir lama. Se alguns dentre eles se dizem revolucionários é mais com referência às “revoluções nacionais” dos anos 1930-1940 que à verdadeira revolução liberadora a qual aspiramos. A busca de um bode expiatório em função de sua pertencia religiosa ou étnica é tão antiga quanto a civilização e não é mais que o produto das frustrações daqueles que procuram respostas rápidas e simples frente ao mal que nos esmaga. Não deve haver ambigüidade com respeito a natureza de nossa luta. Estamos de acordo com a emancipação da humanidade inteira, fora de toda discriminação. Todos por todos é a essência do programa revolucionário ao qual aderimos.

As referências que inspiraram esta obra e mais propriamente dita, minha vida, estão explicitas neste filme: Diógenes de Sinope, Etienne de La Boétie, Karl Marx e Guy Debord. Não as escondo e nem pretendo haver descoberto a pólvora. A mim, reconhecerão apenas o mérito de haver sabido utilizar estas referências para meu próprio esclarecimento. Quanto àqueles que dirão que esta obra não é suficientemente revolucionária, mas bastante radical ou melhor pessimista, lhes convido a propor sua própria visão do mundo no qual vivemos. Quanto mais numerosos em divulgar estas idéias, mais rapidamente surgirá a possibilidade de uma mudança radical.

A crise econômica, social e política revelou o fracasso patente do sistema totalitário mercante. Uma brecha surgiu. Trata-se agora de penetrar mas de maneira estratégica. Porém, temos que agir rápido pois o poder, perfeitamente informado sobre o estado de radicalização das contestações, prepara um ataque preventivo sem precedentes. A urgência dos tempos nos impõe a unidade em vez da divisão pois o quê nos une é mais profundo do quê o que nos separa. É muito fácil criticar o quê fazem as organizações, as pessoas ou os diferentes grupos, todos nós reclamamos uma revolução social. Mas na realidade, estas críticas são provenientes do imobilismo que tenta convencer-nos de que nada é possível.

Não devemos deixar que o inimigo nos vença, as antigas discussões de capela no campo revolucionário devem, com toda nossa ajuda, deixar lugar à unidade de ação. Deve-se duvidar de tudo, até mesmo da dúvida.

O texto e o filme são isentos de direitos autorais, podem ser recuperados, divulgados, e projetados sem nenhuma restrição. Inclusive são totalmente gratuitos, ou seja, não devem de nenhuma maneira ser comercializados. Pois seria incoerente propor uma crítica sobre a onipresença das mercadorias com outra mercadoria. A luta contra a propriedade privada, intelectual ou outra, é nosso golpe fatal contra a dominação presente.

Este filme é difundido fora de todo circuito legal ou comercial, ele depende da boa vontade daqueles que asseguram sua difusão da maneira mais ampla possível. Ele não é nossa propriedade, ele pertence àqueles que queiram apropriar-se para que seja jogado na fogueira de nossa luta.

Jean-François Brient e Victor León Fuentes

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Prezado Luis, quanto tempo.

Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.

Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo… hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luis?

Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro… Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.

Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.

Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?

Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né .) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?

Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.

Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.

Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.

Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?

Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.

Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.

Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do
Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.

Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.

Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.

Até mais Luis.

Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.

(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.)

Olá a todos, gostaria de deixar um link para um vídeo muito interessante que trata sobre a questão política dos Estados Unidos na época da eleição de 2001 quando Al Gore e George W. Bush disputaram a presidência do país mais poderoso do mundo, que também tem uma forte ligação com a questão ambiental no mundo inteiro. Trata-se de um videoclip da banda Rage Against The Machine, e o nome da música é Testify.